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Mulher, 53 anos, relata episódios de cefaleia desde os 24 anos. Nos últimos dois anos, tem apresentado de 2 a 3 episódios mensais, com um máximo de 10 dias de dor por mês. Geralmente a dor de cabeça é precedida por sintomas visuais, como pontos cintilantes que duram aproximadamente 30 minutos. A dor costuma durar de 8 a 24 horas, é pulsátil, unilateral, de intensidade moderada a forte, acompanhada de fotofobia, fonofobia e náuseas. Em algumas ocasiões, houve episódios de vômito. A paciente está preocupada com o uso frequente de analgésicos e anti-inflamatórios. Queixa-se ainda de insônia frequente. Relata asma na infância e atualmente crises eventuais de broncoespasmo. Nega tabagismo, etilismo, doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial, bem como uso contínuo de medicamentos. A conduta farmacológica de uso contínuo, diário e mais indicada como profilaxia para os episódios de cefaleia desta paciente é
Menino de 8 anos vai à consulta médica em ambulatório de hospital secundário trazido pela mãe. A genitora refere que a criança abruptamante, durante o sono, começa a “chorar, gritar e suar bastante”, por alguns minutos. Nesses momentos, não responde aos chamados e retoma sono profundo. Quando questionado na manhã seguinte, o menino diz não se lembrar de nada do ocorrido. Desconhecem-se antecedentes patológicos. O paciente apresenta bom desempenho escolar e comportamento adequado com os colegas e professores. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
Mulher de 88 anos é trazida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pelo SAMU, com queixa de dor intensa em quadril direito após queda da própria altura. Possui antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, em acompanhamento regular. Nega outras comorbidades ou uso prévio de psicotrópicos. É diagnosticada com fratura de colo de fêmur e aguarda transferência hospitalar. Apresenta dor significativa no quadril, exacerbada à mobilização passiva, a despeito da administração de dipirona endovenosa. Após 6 horas na UPA, evolui com desatenção, agitação psicomotora alternada com apatia e discurso desconexo, com tomografia de crânio normal. Exame físico: PA 138 x 76 mmHg; FC 102 bpm; FR 22 irpm; Temperatura 36,5 °C; SpO2 94% em ar ambiente; glicemia capilar 120 mg/dL. Pupilas isocóricas e fotorreagentes; ausculta cardiopulmonar sem alterações; abdome indolor e sem visceromegalias; ausência de déficits neurológicos focais. Considerando o quadro clínico apresentado, o(s) principal(is) fator(es) precipitante(s) é(são)
Gestante de 30 anos, G2 P1, com 28 semanas de gestação, comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. Nega disúria, urgência miccional, dor suprapúbica, lombar, febre ou comorbidades. Traz exames solicitados da rotina pré-natal, cujos resultados são apresentados a seguir: EAS (urina tipo I) Exame Resultado Valor de Referência Aspecto Ligeiramente turvo Límpido Densidade 1.015 1.010 a 1.030 pH 5,5 5,0 a 8,0 Proteínas Traços Ausentes Nitrito Negativo Negativo Leucócitos 4 por campo Até 5 por campo Hemácias 2 por campo Até 2 por campo Células epiteliais Raras Raras Bactérias Moderadas Ausentes Urocultura: Crescimento de Escherichia coli 30.000 UFC/mL Qual é a interpretação para os exames laboratoriais e o manejo adequado da paciente?

Mulher de 32 anos procura a Unidade Básica de Saúde referindo presença de lesão pruriginosa em pé direito há aproximadamente 3 semanas, iniciando-se entre terceiro e quarto pododáctilos e estendendo-se ao dorso do pé. Diante do caso apresentado e da respectiva imagem da lesão, assinale a alternativa com o agente etiológico.

Um trabalhador da construção civil, 38 anos, caiu de um andaime de aproximadamente 4 metros de altura. Os colegas de trabalho o levaram imediatamente para a Unidade de Pronto Atendimento mais próxima. Na chegada, o paciente apresentava rebaixamento do nível de consciência, sangramento no couro cabeludo e sinais sugestivos de traumatismo cranioencefálico grave. Durante as manobras iniciais de estabilização, ele evoluiu para parada cardiorrespiratória, sem resposta às manobras de reanimação, vindo a óbito na própria unidade. Qual deve ser a conduta do médico responsável pelo atendimento?
Mulher de 38 anos, com diagnósticos de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e transtorno afetivo bipolar, comparece à consulta médica com discurso desconexo, tremor grosseiro em extremidades e marcha atáxica, iniciada há alguns dias. Faz uso regular de captopril, metformina, carbonato de lítio e recentemente foi introduzida hidroclorotiazida devido a descontrole pressórico. Ao exame clínico, apresenta- se normocorada; desidratada (1+/4+); anictérica; afebril; PA 140 x 90 mmHg; FC 98 bpm e glicemia capilar 95 mg/dL. Nesse contexto, qual é a medida terapêutica mais indicada para o quadro atual?
Mulher, 58 anos, residente em área urbana com acúmulo de água parada e presença frequente de insetos, procura Unidade de Pronto Atendimento por dor articular intensa e persistente. Há 18 dias apresentou episódio de febre (38,8 oC), com duração de 3 dias, associado à mialgia importante. Após a resolução da febre, evoluiu com dor, edema e limitação funcional em punhos e tornozelos bilateralmente. Nega sintomas respiratórios, gastrointestinais, oculares, manifestações hemorrágicas ou exantema cutâneo. Fez uso inicial de analgésicos comuns e iniciou anti-inflamatório não esteroidal há 5 dias, com melhora parcial da dor. Exame físico normal, exceto edema em punhos e tornozelos bilateralmente, associado à dor na palpação e limitação da mobilidade. Exames laboratoriais sem alterações, exceto proteína C reativa discretamente elevada. Considerando o quadro clínico, o exame adequado para confirmação do diagnóstico neste momento é detecção de
Menina, 8 anos, previamente hígida, é levada à Unidade de Pronto Atendimento com quadro de febre (39 a 40 °C) há 5 dias, associado à dor abdominal intensa, vômitos, exantema maculopapular em tronco e hiperemia conjuntival bilateral sem secreção. A mãe refere que a criança teve um quadro gripal leve há cerca de 4 semanas com teste de covid-19 positivo. Exame físico: prostrada; tempo de enchimento capilar de 4 segundos; pulsos finos; FC 135 bpm; PA 75 x 45 mmHg (abaixo do percentil 5 para idade e estatura); SatO2 91% em ar ambiente. Ausculta cardíaca revela ritmo de galope. Palpação abdominal mostra descompressão brusca negativa, mas com dor importante à palpação profunda. Qual é a principal suspeita clínica?
Homem, 30 anos, vítima de colisão de motocicleta com poste há 50 minutos. Foi trazido pelo SAMU e encontra-se com vias aéreas pérvias; FR 32 irpm; murmúrio vesicular presente bilateralmente e SpO2 95% em ar ambiente. A pele está fria, o tempo de enchimento capilar lentificado, PA 75 x 45 mmHg, FC 128 bpm. Há escoriações em quadrante superior esquerdo do abdome e ausência de deformidades em membros. Glasgow 10 (O3 V3 M4), com pupilas isocóricas e fotorreagentes e sem evidências de trauma na região da cabeça. Realizado, à beira do leito, ultrassom FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) que evidenciou grande quantidade de líquido livre na janela subdiafragmática esquerda. Após reanimação volêmica, PA 80 x 50 mmHg e FC 131 bpm. Diante do exposto, a conduta mais adequada é
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